O carnaval é conhecido como a “melhor folia do ano”. Na festa em que tudo é permitido, todos querem se deleitar nos prazeres da carne. Música, diversão e alegria embalam as ruas e percursos por todo o país. Dentre esses “prazeres” seria então um agrado masculino “apalpar a bunda de uma mulher” durante o percurso? Sim. Durante o percurso de carnaval, inúmeras mulheres já foram vítimas dessa forma de assédio sexual, mesmo que a maioria das cidades reforcem a segurança e iluminação para ajudar a manter um ambiente harmonioso e de paz.
Para os desavisados: assédio sexual é crime e passou a ser previsto no artigo 216 A do Código Penal, que estabelece: “Constranger alguém com intuito de levar vantagem ou favorecimento sexual”. A festa em que a diversão, respeito e liberdade deveriam ser os principais mandamentos, as vezes, é tomada pelo medo e insegurança.
Apalpar pode ser atitude simples quando pensamos nas outras agressões que algumas mulheres sofrem cotidianamente como violência contra a mulher e atitudes de machismo, domínio e propriedade sobre o corpo das mulheres.
O carnaval é onde se “pode tudo pela diversão” desde que não tenha “puxão, encoxadas, beijos forçados ou mão boba”. Entender o desejo da outra pessoa também é muito importante. O homem precisa compreender que não se deve controlar, dominar e usufruir de um corpo que não lhe pertence.
Alegria, diversão e uma lição de casa para todos que irão pular carnaval: respeito é fundamental e assédio pode dar cadeia.

Por Pablo Luan Silva, estudante de Jornalismo em Multimeios/UNEB.
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